Peter Maxwell volta de uma viagem a outro planeta para descobrir que um duplo seu tinha morrido uma semana antes, enquanto ocupava o seu lugar, e ele é informado que essa estranha situação pode ser devido aos Rodadores, extraterrestres que disputam a galáxia com os humanos. Quando retorna à universidade onde habita, o seu carro é enfeitiçado por génios e cai no reserva dos duendes, onde encontra O'Toole um grande amigo dele duende. Uma historia onde se encontra duendes, fadas, extraterrestres, tigres-dentes-de-sabre, homens de Neanderthal, fantasmas, além de Shakespeare trazido do passado para uma conferência literária.Um livro bastante divertido, povoado de todos os seres a que nos habituamos nas lendas e nas histórias encantadas. Neste mundo do futuro, todos esses seres existem, ou melhor são descobertos e aceites, vivendo todos em harmonia. A personagem principal após uma viagem espacial a outro planeta, na tentativa de encontrar dragões, descobre que um duplo seu voltou mais cedo e que morreu pouco depois de chegar à Terra. Vários amigos deveras estranhos vão ajudá-lo a descobrir o que terá acontecido. Gostei especialmente do tigre-dente-de-sabre, fiquei com vontade de arranjar um. hehehehe Não se trata de uma obra prima, é contudo divertido, e com algumas ideias muito boas.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O Tempo dos Duendes
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Conversas Imaginárias 2011 - Porto - Dia 2
Literatura Fantástica Portuguesa
(debate com João Barreiros, Luís Filipe Silva e João Seixas;
moderação de Madalena Santos)
A organização esteve a cargo de:
Rogério Ribeiro, Rui Baptista, Inês Botelho, Rui Ramos e Madalena Santos.
Colaboração na org.: Isabel Damião (CLP).
Conversas Imaginárias 2011 Porto
Conversas Imaginárias 2011 Porto
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Conversas Imaginárias 2011 - Porto - Dia 1
Entrada 2 - Dia 1
Arte Fantástica: Ilustração, Fotografia e Banda Desenhada
(apresentações por Ana Cruz, André Coelho, Pedro Miranda, Manuel Alves e Diogo Carvalho;
moderação de Rui Ramos)
Contos: O Fantástico em dose concentrada
(debate com João Ventura, Jorge Palinhos e João Reis; moderado por Inês Botelho)
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Conversas Imaginárias 2011 - Porto - Dia 1
São três entradas com fotos dos dois dias das Conversas Imaginárias no Porto, as que assistimos, claro. Novidade serão mesmo as fotos do segundo dia que do primeiro encontrarão as imagens animadas no blog do mentor do evento. Sobre o mesmo brevemente falaremos dele, tal como do Fórum Fantástico 2010 que decorreu em Lisboa, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.
Vila Nova de Gaia, vista da janela do Clube Literário
Clube Literário, sala
Novas formas de publicação em Portugal
(debate com Pedro Ventura, Carla Ribeiro, Diana Sousa e Ana Cláudia Silva;
moderação de Rogério Ribeiro).
Arte Fantástica: Ilustração, Fotografia e Banda Desenhada
(apresentações por Ana Cruz, André Coelho, Pedro Miranda, Manuel Alves e Diogo Carvalho;
moderação de Rui Ramos)
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domingo, 7 de agosto de 2011
A sabedoria dos mortos
A sabedoria dos mortos
Rodolfo Martinez
"Durante a investigação de um estranho caso de suplantação de personalidade, o famoso detective de Baker Street vê-se envolvido numa intriga feroz entre duas seitas luciferinas - o lendário Amanhecer Dourado e a franco-maçonaria egípcia - pela posse do livro mais poderoso alguma vez escrito, o livro que abre as portas do próprio Inferno: o tenebroso e amaldiçoado Necronomicon.
Rodolfo Martinez coloca frente a frente dois dos grandes mitos literários de todos os tempos: o intelecto de Sherlock Holmes e a imaginação de H. P. Lovecraft. O resultado é uma narrativa apaixonante que poderia estar assinada pela própria pena de Sir Arthur Conan Doyle."
A Sabedoria dos Mortos traz-nos novas historias de Sherlock Holmes, desta vez com um toque de irreal e do imaginário. O livro é composto por 3 historias: "A Sabedoria dos Mortos", "Desde a Terra mais além do Bosque" e "A Aventura do Assassino Fingido".
Nas duas primeiras historias o autor tem uma ideia engraçada, não original, mas que consegue desenvolver com algum interesse. No primeiro caso Sherlock Holmes enfrente um antepassado de Lovecraft (possivelmente avô) que tenta roubar o famoso Necronomicon, no outro caso Sherlock Holmes enfrenta Dracula com a ajuda de Van Helsing o Dr. John Seward.
Por um lado para quem não conhecer Lovecraft e todo o mundo lovecraftiano, o primeiro conto permite-nos sentir um ligeiro toque desse mundo de terror. Misterios que ficam sem resposta, referencia ao Livro dos Mortos designado por Necronomicon. Pequenos seres malignos com poderes sub-naturais, sem nunca sair do mundo de Holmes. Por outro lado para quem gosta de Sherlock Holmes terá aqui hipótese de quase rever Holmes em mais algumas investigações.
O autor peca por tornar a acção demasiado lenta no caso da primeira historia. Rodolfo Martinez perde-se no desenvolvimento da acção em pro do relacionamento de Holmes e do Dr. Watson. Esta tentativa de desenvolver o relacionamento de ambos faz as personagens afastarem-se um pouco das personagens a que Arthur Conan Doyle nos habituou.
O segundo conto é bastante corriqueiro, sem nada de novo nem extraordinário, mas que no meu caso me agradou mais, por envolver o Dracula. O terceiro conto, é provavelmente o que mais se aproxima do verdadeiro Sherlock Holmes.
No livro em si, o que me deixou confusa foi a aversão do autor ao Arthur Conan Doyle, pois o Rodolfo Martinez introduz o Conan Doyle como personagem no primeiro conto, caracterizando-a bastante negativamente, o que não joga a favor de Rodolfo Martinez.
Rodolfo Martinez
"Durante a investigação de um estranho caso de suplantação de personalidade, o famoso detective de Baker Street vê-se envolvido numa intriga feroz entre duas seitas luciferinas - o lendário Amanhecer Dourado e a franco-maçonaria egípcia - pela posse do livro mais poderoso alguma vez escrito, o livro que abre as portas do próprio Inferno: o tenebroso e amaldiçoado Necronomicon.
Rodolfo Martinez coloca frente a frente dois dos grandes mitos literários de todos os tempos: o intelecto de Sherlock Holmes e a imaginação de H. P. Lovecraft. O resultado é uma narrativa apaixonante que poderia estar assinada pela própria pena de Sir Arthur Conan Doyle."
A Sabedoria dos Mortos traz-nos novas historias de Sherlock Holmes, desta vez com um toque de irreal e do imaginário. O livro é composto por 3 historias: "A Sabedoria dos Mortos", "Desde a Terra mais além do Bosque" e "A Aventura do Assassino Fingido".
Nas duas primeiras historias o autor tem uma ideia engraçada, não original, mas que consegue desenvolver com algum interesse. No primeiro caso Sherlock Holmes enfrente um antepassado de Lovecraft (possivelmente avô) que tenta roubar o famoso Necronomicon, no outro caso Sherlock Holmes enfrenta Dracula com a ajuda de Van Helsing o Dr. John Seward.
Por um lado para quem não conhecer Lovecraft e todo o mundo lovecraftiano, o primeiro conto permite-nos sentir um ligeiro toque desse mundo de terror. Misterios que ficam sem resposta, referencia ao Livro dos Mortos designado por Necronomicon. Pequenos seres malignos com poderes sub-naturais, sem nunca sair do mundo de Holmes. Por outro lado para quem gosta de Sherlock Holmes terá aqui hipótese de quase rever Holmes em mais algumas investigações.
O autor peca por tornar a acção demasiado lenta no caso da primeira historia. Rodolfo Martinez perde-se no desenvolvimento da acção em pro do relacionamento de Holmes e do Dr. Watson. Esta tentativa de desenvolver o relacionamento de ambos faz as personagens afastarem-se um pouco das personagens a que Arthur Conan Doyle nos habituou.
O segundo conto é bastante corriqueiro, sem nada de novo nem extraordinário, mas que no meu caso me agradou mais, por envolver o Dracula. O terceiro conto, é provavelmente o que mais se aproxima do verdadeiro Sherlock Holmes.
No livro em si, o que me deixou confusa foi a aversão do autor ao Arthur Conan Doyle, pois o Rodolfo Martinez introduz o Conan Doyle como personagem no primeiro conto, caracterizando-a bastante negativamente, o que não joga a favor de Rodolfo Martinez.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Drácula Libertado - Brian Aldiss
Drácula Libertado
Autor: Brian Aldiss
Data de Publicação:
Editora: Caminho
Páginas:
ISBN: 972-21-0907-3
"No relato que se segue - em que ambos sobressaímos - há terror, horror, maravilhamento e algo que inominável. Uma espécie de nostalgia por aquilo que nunca se experimentou."
Neste livro do Brian Aldiss, nº 165 da extinta colecção de ficção cientifica da Caminho, vamos encontrar uma história de vampiros, e desenganem-se os que pensarem, que estamos perante mais uma história de vampiros. Nananana!!! Isto é a sério, mesmo a sério. Vampiros maus que comem, devoram e brincam com a comida - que são os humanos, entenda-se. Vampiros que quando querem algo apoderam-se do que pretendem, e usam-o e mesmo assim invejam em parte os humanos. Não são vampiros que se apaixonam e respeitam a raça humana, porque não precisam de o fazer.
Por outro lado temos os humanos que não ficam doidinhos por serem vampiros, nem estão dispostos a dar o pescocinho ao apaixonado para fazer bom sexo. Os humanos, os poucos que conhecem a existência dos vampiros, tem terror e desejam ardentemente acabar com tal perigo, pois sabem que qualquer um desses seres sem alma e sem raciocínio muito complexo, será um perigo para todos as pessoas que conhecem e amam.
A história tem várias ideias excelentes. O romance inicia-se com a descoberta de duas sepulturas pré-históricas, encontradas no Utha e a comunidade cientifica fica em polvorosa por os testes situarem os ossos com uma idade superior a 65 milhões de anos. Muito antes de qualquer ser humano ter caminhado sobre a terra.
Durante as descobertas um comboio fantasma visita as sepulturas e dois dos cientistas entram no comboio (que se encontra repleto de vampiros) e descobre que está numa máquina do tempo - que é o comboio.
Após entrar no comboio, uma das personagens principais, pára o comboio no final do séc. XIX e conhece o Bram Stoker o criador do famosos romance Drácula. A partir deste ponto inicia-se uma luta contra aquele que pretende aniquilar toda a humanidade - Drácula.
Mas o livro está cheio de pormenores muito engraçados, desde os já conhecidos e discutidos paradoxos temporais, até à explicação do aparecimento dos vampiros, que achei especialmente interessante. Durante todo o romance a personagem principal debate as suas crenças, que até aí são puramente cientificas. Com a descoberta dos vampiros, ele não pode negar a possibilidade da existência de Deus, já que perante ele, tem a prova viva da "existência do mal".
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