A sabedoria dos mortos
Rodolfo Martinez
"Durante a investigação de um estranho caso de suplantação de personalidade, o famoso detective de Baker Street vê-se envolvido numa intriga feroz entre duas seitas luciferinas - o lendário Amanhecer Dourado e a franco-maçonaria egípcia - pela posse do livro mais poderoso alguma vez escrito, o livro que abre as portas do próprio Inferno: o tenebroso e amaldiçoado Necronomicon.
Rodolfo Martinez coloca frente a frente dois dos grandes mitos literários de todos os tempos: o intelecto de Sherlock Holmes e a imaginação de H. P. Lovecraft. O resultado é uma narrativa apaixonante que poderia estar assinada pela própria pena de Sir Arthur Conan Doyle."
A Sabedoria dos Mortos traz-nos novas historias de Sherlock Holmes, desta vez com um toque de irreal e do imaginário. O livro é composto por 3 historias: "A Sabedoria dos Mortos", "Desde a Terra mais além do Bosque" e "A Aventura do Assassino Fingido".
Nas duas primeiras historias o autor tem uma ideia engraçada, não original, mas que consegue desenvolver com algum interesse. No primeiro caso Sherlock Holmes enfrente um antepassado de Lovecraft (possivelmente avô) que tenta roubar o famoso Necronomicon, no outro caso Sherlock Holmes enfrenta Dracula com a ajuda de Van Helsing o Dr. John Seward.
Por um lado para quem não conhecer Lovecraft e todo o mundo lovecraftiano, o primeiro conto permite-nos sentir um ligeiro toque desse mundo de terror. Misterios que ficam sem resposta, referencia ao Livro dos Mortos designado por Necronomicon. Pequenos seres malignos com poderes sub-naturais, sem nunca sair do mundo de Holmes. Por outro lado para quem gosta de Sherlock Holmes terá aqui hipótese de quase rever Holmes em mais algumas investigações.
O autor peca por tornar a acção demasiado lenta no caso da primeira historia. Rodolfo Martinez perde-se no desenvolvimento da acção em pro do relacionamento de Holmes e do Dr. Watson. Esta tentativa de desenvolver o relacionamento de ambos faz as personagens afastarem-se um pouco das personagens a que Arthur Conan Doyle nos habituou.
O segundo conto é bastante corriqueiro, sem nada de novo nem extraordinário, mas que no meu caso me agradou mais, por envolver o Dracula. O terceiro conto, é provavelmente o que mais se aproxima do verdadeiro Sherlock Holmes.
No livro em si, o que me deixou confusa foi a aversão do autor ao Arthur Conan Doyle, pois o Rodolfo Martinez introduz o Conan Doyle como personagem no primeiro conto, caracterizando-a bastante negativamente, o que não joga a favor de Rodolfo Martinez.
domingo, 7 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Drácula Libertado - Brian Aldiss
Drácula Libertado
Autor: Brian Aldiss
Data de Publicação:
Editora: Caminho
Páginas:
ISBN: 972-21-0907-3
"No relato que se segue - em que ambos sobressaímos - há terror, horror, maravilhamento e algo que inominável. Uma espécie de nostalgia por aquilo que nunca se experimentou."
Neste livro do Brian Aldiss, nº 165 da extinta colecção de ficção cientifica da Caminho, vamos encontrar uma história de vampiros, e desenganem-se os que pensarem, que estamos perante mais uma história de vampiros. Nananana!!! Isto é a sério, mesmo a sério. Vampiros maus que comem, devoram e brincam com a comida - que são os humanos, entenda-se. Vampiros que quando querem algo apoderam-se do que pretendem, e usam-o e mesmo assim invejam em parte os humanos. Não são vampiros que se apaixonam e respeitam a raça humana, porque não precisam de o fazer.
Por outro lado temos os humanos que não ficam doidinhos por serem vampiros, nem estão dispostos a dar o pescocinho ao apaixonado para fazer bom sexo. Os humanos, os poucos que conhecem a existência dos vampiros, tem terror e desejam ardentemente acabar com tal perigo, pois sabem que qualquer um desses seres sem alma e sem raciocínio muito complexo, será um perigo para todos as pessoas que conhecem e amam.
A história tem várias ideias excelentes. O romance inicia-se com a descoberta de duas sepulturas pré-históricas, encontradas no Utha e a comunidade cientifica fica em polvorosa por os testes situarem os ossos com uma idade superior a 65 milhões de anos. Muito antes de qualquer ser humano ter caminhado sobre a terra.
Durante as descobertas um comboio fantasma visita as sepulturas e dois dos cientistas entram no comboio (que se encontra repleto de vampiros) e descobre que está numa máquina do tempo - que é o comboio.
Após entrar no comboio, uma das personagens principais, pára o comboio no final do séc. XIX e conhece o Bram Stoker o criador do famosos romance Drácula. A partir deste ponto inicia-se uma luta contra aquele que pretende aniquilar toda a humanidade - Drácula.
Mas o livro está cheio de pormenores muito engraçados, desde os já conhecidos e discutidos paradoxos temporais, até à explicação do aparecimento dos vampiros, que achei especialmente interessante. Durante todo o romance a personagem principal debate as suas crenças, que até aí são puramente cientificas. Com a descoberta dos vampiros, ele não pode negar a possibilidade da existência de Deus, já que perante ele, tem a prova viva da "existência do mal".
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Piscina Livre - André Carneiro
Autor: André Carneiro
Data de Publicação: 1980
Editora: Editora Moderna
Páginas: 133
ISBN:
André Carneiro é considerado um dos mais importantes escritores e crítico de Ficção Científica no Brasil, foi através da sua obra que a Ficção cinetífica ganhou notoriedade no exterior. Não só com a sua prosa, mas também com a sua poética, mas sem nunca abandonar a dedicação em outras artes. (...)
Seu romance "Piscina Livre", traduzido na Suécia, alcançou sucesso critico. A.E. Van Vogt (USA) o comparou a Kafka e Albert Camus. Também Alcântara Silveira afirmou que conseguia a mesma "atmosfera" de Kafka de "A Metamorfose". "A Dictionary of Contemporary Brazilian Authors" afirma que escreve "a mais original F. C. do Brasil".
André Carneiro, galardoado internacionalmente, é considerados por vários críticos como um dos mais notáveis escritores brasileiros de ficção cientifica. Nesta Piscina Livre, uma utopia futurista erótica, é permitido às mulheres usufruir da sua sexualidade, com múltiplos parceiros ou recorrendo às "piscinas livres" com andróides criados especificamente para esse fim.
André Carneiro, consegue criar em poucas paginas um mundo real e pleno, sem falhas e cheio de pormenores que o tornam verdadeiro. Uma obra que devido a sua forte componente de termos científicos e da sua excelente estruturação, nunca leva o leitor a achar que se trata de uma obra de cunho erótico apenas.
Um romance/novela que alguns poderão considerar como sendo feminista, outros poderão caracteriza-lo como sendo uma critica social contra o racismo. Aborda de um modo inteligente e original ambos os temas, assim como toca no eterno tema do amor, da escolha e da ambição.
Original.
sábado, 30 de julho de 2011
Brasil
Um comentário no blog brasileiro Mundo de Fantas sobre o lançamento do livro de João Barreiros, A Bondade dos Estranhos, deu origem a uma acesa conversa no FB e que aqui, com a devida vénia, partilho:
Ao menos algo para animar o panorama, mesmo que isso seja consequência de uma publicação no estrangeiro. A ver se um dos participantes se anima e publica os vídeos do segundo dia das CI que decorreram no Porto e a ver vamos se os brasileiros partilham desta afirmação: «Um dos lançamentos mais aguardados no Brasil, este ano», do LFS.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O que não deveria perpetuar-se
Na página leitura.gulbenkian pt da Fundação Calouste Gulbenkian, deparamos com este resultado quando pesquisamos ficção científica/romance, ou seja apenas 3 resultados e todos eles eivados de um profundo preconceito quanto ao género, como se poderá ver nos links que seguem:
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Semana Negra de Gijón, Asturias
Vencedora do prémio Minotauro e escritores participantes no debate sobre as fronteiras quase estanques em que se converteram os géneros literários e uma última com o mítico e duas com John Ramsey Campbell. Quem sabe um dia também teremos algo assim por cá.
La escritora catalana Montse de Paz posa con la estatuilla del Premio Minotauro que obtuvo por su novela "Ciudad sin estrellas", una obra que aborda los conflictos humanos de la vida en las grandes urbes con un estilo más propio de las novelas de caballeros que de la ciencia ficción en la que se la ha encasillado, a su llegada a la Semana Negra de Gijón. EFE/Alberto Morante Fuente: EFE 23/07/2011 18:34:00
El escritor y editor británico John Ramsey Campbell, posa momentos antes del encuentro que ha mantenido con el público en el marco de la Semana Negra de Gijón, en el cual ha hecho un balance de su vida y de su obra. EFE/Alberto Morante Fuente: EFE 24/07/2011 19:07:56
El escritor y editor británico John Ramsey Campbell, acompañado por su esposa Jenny (d) y por el director de la Semana Negra de Gijón, Paco Ignacio Taibo (c), pasean por las calles de la localidad asturiana momentos antes del encuentro que ha mantenido con el público en el que ha hecho un balance de su vida y de su obra. EFE/Alberto Morante Fuente: EFE 24/07/2011 19:07:55
El escritor Rodolfo Martínez junto a tres de sus libros, durante su intervención hoy en el debate sobre las fronteras casi infranqueables en las que se han convertido los géneros literarios, en la segunda jornada de la Semana negra de Gijón. EFE/Alberto Morante Fuente: EFE 23/07/2011 18:34:00
El escritor Juan Miguel Aguilera tras participar en el debate sobre las fronteras casi infranqueables en las que se han convertido los géneros literarios, en la segunda jornada de la Semana negra de Gijón. EFE/Alberto Morante Fuente: EFE 23/07/2011 18:34:01
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